Com visos de verdade, historiadores registaram e poetas cantaram, desde a mais alta antiguidade, a famosa lenda, que, há muito, corre mundo, da teia tecida de dia e logo desfeita de noite, pela fiel e formosa esposa Penélope para, em doce e ledo engano, manter a distância toda uma corte de apaixonados, em porfiada disputa para a sucessão ao facundo e astuto Ulisses no tálamo conjugal.
Já a Bíblia nos fala de um «véu de cor de jacinto, de púrpura e de escarlate tinta duas vezes e de linho fino e retorcido, com lavores de bordados, e tecido com formosa variedade», cuja urdidura fora ordenada pelo Senhor a Moisés e destinado ao Tabernáculo.
Que o uso de malhas de fio era velha costumeira egípcia e que os patrícios romanos adornavam suas togas com finos e transparentes fios habilmente entretecidos parecem verdades históricas averiguadas.
São escassas as notícias da rendaria, anteriores ao alvorecer da Idade Média.
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