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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Carroça de Venda Ambulante


"Tenho uma quinta em Brejos qe já era dos meus avós. Desde os 10 anos que faço este trabalho de venda de legumes; já o meu pai o fazia. Ele era do norte e veio para cá muito novo. A família da parte da minha mãe é toda de Brejos de Azeitão.
Faço a venda ao Sábado na Quinta do Conde; à Quarta em Oleiros e em Vila Nogueiro à Quinta. Ao Domingo vou vender à Praça de Setúbal (Mercado do Livramento) nas pedras que eles chamam "dos caramelos".


Carroça de Venda Ambulante
Oleiros - Freguesia de S. Lourenço

Comerciante: Fernando dos Santos Dias - 37 anos

in ABREU, Maurício, Cazas de Commercio - Lojas Antigas de Setúbal

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ourivesaria: Antiga Ourivesaria Pedroso


Foi no dia 2 de Novembro de 1847 que José Maria Pedroso abriu ao público um estabelecimento de venda de relógios, máquinas de costura, ouro, pratas e papelaria.
Começou por ser conhecida pela casa do José Maria das máquinas, pois o negócio baseava-se mais em máquinas de costura, relógios ouro e prata.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Drogaria e Armazém Naval "A Caravela"


"Os meus pais vieram da Murtosa como muita gente desta zona. Há cerca de 50 anos o meu irmão adquiriu por trespasse esta loja. 
Nós temos os nosso clientes cetos porque isto é essencialmente marítimo e no comércio aqui da borda d'água cada um tem os seus clientes.
Eu vou continuar, porque esta casa, enquanto houver barcos, vai sempre dando para ela."

Drogaria e Armazém Naval "A Caravela"
Av.ª Luisa Todi, 36 - Freguesia de S. Sebastião, Fontainhas
Comerciante: Júlio José Tavares da Cruz - 52 anos


in ABREU, Maurício, Cazas de Commercio: Lojas Antigas de Setúbal

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Taberna e Mercearia

Esta casa foi a única na Aldeia durante 41 anos e nunca fechou!
Quando vim para cá "isto dava" das 6 às 7 da manhã e das 9 da tarde até à meia-noite, poeque as pessoas arrancavam para o trabalho ao nascer do sol e regressavam às 7 ou 8 da tarde.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

"Ferreira das Tabuletas" em Setúbal

A implantação do regime do regime constitucional – 1834 – é a nova burguesia liberal que começa a utilizar os azulejos – excelentemente integrados e de uma grande variedade – no revestimento e decoração dos seus prédios de rendimento, transformando e enriquecendo o tecido urbano.

No mesmo ano de 1834 o tratado de comércio assinado com o Brasil estipulava a compra preferencial de loiça e azulejos a Portugal. Serão estas as razões da manutenção e reactivação de fábricas de azulejos, como as da Calçada do Monte e Bica do Sapato, em Lisboa, bem como as de Massarelos (fundada em 1766), a de Miragaia (1775) e a de Santo António do Vale da Piedade (1785), no Porto. Por outro lado, novas unidades fabris foram inauguradas em Lisboa: Fábrica Constância (1836), a de Miguel Gomes Correia (1847), Sacavém (1850), Lamego – mais tarde Viúva Lamego – (1849), a Santana (1860) e a do Desterro (1889).

terça-feira, 25 de março de 2014

Mercearia A. R. de Almeida Lda.


Esta mercearia já é da minha família há 60 anos.
Estou dedicado à mercearia tradicional; portanto não terei problemas com o aparecimento dos hipermercados.
Como é uma casa muito antiga temos um leque de clientes que preferem um serviço personalizado.
Já no princípio, quando se montaram os primeiros supermercados, ao contrário do que mais ou menos a classe pensava, eu fui um dos favorecidos.
Penso remodelar o estabelecimento, não saindo do tradicional."

Mercearia e Produtos Alimentares
A. R. de Almeida, Lda.
Rua Antão Girão, 41 - Santa Maria da Graça
Comerciante: Américo Rodrigues de Almeida

in 
ABREU, Maurício, Cazas de Commercio Lojas antigas em Setúbal

terça-feira, 18 de março de 2014

Carvoeiro


Estou nesta loja há 50 anos, mas antes já cá estava o meu sogro Manuel Joaquim Coelho Berra; somos de Palmela e o meu pai era fabricante de carvão no Alentejo.
Agora só vendo carvão e lixívia; dantes também vendia petróleo. Já não vendo quase nada, estou aqui até acabar o resto do mateiral e depois fecho.


Rua Ladislau Parreira - Freguesia da N.ª Sr.ª da Anunciada.
Comerciante: António Oliveira - 87 anos


in 
ABREU, Maurício, Cazas de Commercio: Lojas antigas em Setúbal

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Confiança de Troino



"Os hipermercados podem trazer alguns problemas. Mas no fundo a loja do bairro é muito díficil de acabar. Há sempre o pacote de sal, a garrafa de azeite, colorau, a pimenta: essas "coisinhas" que a pessoa esquece porque fica tão obsecada com o que vê nos hipermercados que se lembra de comprar tudo menos as coisas mais necessárias.
As lojas de bairro com mais hipóteses de sobreviver são as familiares. Este ramo, neste sítio, nãodá para ter empregados."


Mercearia e Produtos Alimentares - Confiança de Troino
Praça Machado dos Santos, 23 - Freguesia de Nª Srª da Anunciada
Comerciante: Maria Emília de Azevedo Rodrigues - 48 anos

in Cazas de Commercio: Lojas antigas em Setúbal

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Loja do Melancia



"Os clientes são pessoas daqui, pessoas sossegadas, que trabalham nas obras e no campo. Antigamente vinha mais gente de fora. Os alentejanos vinham para a apanha da azeitona e a limpeza das árvores. No tempo do meu mariado, abríamos antes das sete e já era meia-noite quando íamos para casa. Trabalhávamos todos os dias: Sábados, Domingos e Feriados - nunca tivémos férias."

Mercearia
Loja do Melancia (Joaquim Marques Xavier)
Oleiros - Azeitão - Freguesia de S. Lourenço
Comerciante: Ilda Pinto Carvalho - 63 anos

in Cazas de Commercio: Lojas antigas em Setúbal

sábado, 25 de junho de 2011

Casa de Pasto - Adega dos Garrafões


"O fundador desta casa foi o antigo dono da Drogaria Revez.
Eu estive 15 anos empregado numa taberna em Setúbal, os meus pais trabalhavam no campo e eram da Quinta do Anko.
Os antigos carpinteiros de Setúbal que aqui vêm dizem que as madeiras utilizadas nos armários e portas da casa são de grande qualidade, com mais de cem anos e muito sãs.



A máquina de café mandei-a fazer cá em Setúbal no ano que para aqui vim - há 22 anos - num funileiro que havia no Largo da Ribeira Velha - eram pai e filho.
Os azulejos são do início da casa tal como os balcões.
Nesta casa só se servem almoços porque os jantares são muito fracos. Os clientes são os habituais. Forasteiros, só aparecem um ou dois no Verão. E quando é no fim do mês até mesmo alguns dos habituais "esquecem-se"
Há 10 anos adoptei o esquema das pessoas se servirem a elas próprias, porque era tudo gente conhecida: as pessoas vão buscar os talheres, o vinho, o pão e... desenrascam-se".




segunda-feira, 23 de maio de 2011

Casa Capelo



"Esta casa foi fundada em 1907 por Leonardo dos Santos Borges e vim com empregado em 1926. Em 1936 saí e andei na viagem comercial durante 16 anos.
Tomei conta desta casa por trespasse em 1952.
O meu pai era sapateiro e viemos do Alentejo.
Com este aspecto e com o que eu vendo, não há mais nenhuma em Setúbal.
A minha clientela é mais o chamado popular / operário. Eram os clientes desta casa desde o meu antigo patrão. Quando eu vim não quis mudar de género porque o tipo de material que vendemos é mais para essas pessoas.
Não penso remodelar o establecimento, mas sim trespassá-lo porque estou cansado".

Av. 22 de Dezembro 8 / 10 - Freguesia de S. Julião.