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segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Avenida Alexandre Herculano
domingo, 13 de julho de 2014
Rua Amílcar Soromenho Coelho
AMILCAR SOROMENHO COELHO (Rua) – Começa na Rua António Mota e finda na confluência da Rua Casal da Cardeira coma Rua Quinta de São José (Quinta do Sol/Manteigadas), Freguesia de São Sebastião.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Regulamento Municipal de Toponímia e Numeração de Polícia do Munícipio de Setúbal (Projecto)
Preâmbulo
Etimologicamente TOPONÍMIA tem as suas raízes no grego
clássico TOPOS (lugar, localidade, país, região) + ONYMOS (nome), o que permite
defina-la como a ciência que se propõe contar a história dos nomes geográficos
e humanos que identificam os lugares de um dado país e precisar assim as
diferentes camadas de povos que nesse país se sucederam. Apoia-se na
Linguística e Dialetologia, assim como na Arqueologia, História, Geografia e
Etnografia.
Analisada numa dada época, a Toponímia permite obter uma
ideia bastante aproximada das personalidades que exerceram uma influência
social nessa localidade e traduz o modo de sentir das populações actuais em
relação a personagens ou factos históricos de outras épocas, quer nacionais
quer estrangeiras.
domingo, 6 de julho de 2014
Rua Luiz Pacheco
LUÍZ PACHECO (Rua) – Começa em praceta e finda na Rua Aquilino Ribeiro (Brejos de Azeitão), Freguesia de São Lourenço.
domingo, 29 de junho de 2014
Beco Agostinho Neto
AGOSTINHO NETO (Beco) – Tem entrada pela Rua Dr. António Agostinho Neto (Nova Sintra/Pinheirinhos), Freguesia de São Sebastião.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Praceta Agostinho da Silva
Localização
AGOSTINHO DA SILVA (Praceta) – Situa-se entre a Avenida Natália Correia e a Estrada da Graça (Bairro Vila Maria), Freguesia de São Sebastião.
domingo, 8 de junho de 2014
Rua Afonso Praça
AFONSO PRAÇA (Rua) – Começa na Rua Raúl Rego e finda na Rua do Poço (Vendas de Azeitão Norte), Freguesia de São Simão.
domingo, 1 de junho de 2014
Rua Afonso do Paço
domingo, 18 de maio de 2014
Praceta Afonso de Paiva
AFONSO PAIVA (Praceta) – Tem entrada pela Rua das Caravelas (Monte Belo Norte), Freguesia de São Sebastião.
sábado, 19 de abril de 2014
Rua Afonso Brás de Albuquerque
AFONSO BRÁS DE ALBUQUERQUE (Rua) – Começa na Rua Aliança Cooperativa Internacional e finda na Rua Sebastião da Costa (C.H.E. Vendas de Azeitão), Freguesia de São Simão.
sábado, 12 de abril de 2014
Praçeta Adriano Gonçalves de Morais
ADRIANO GONÇALVES DE MORAIS (Praceta) – Tem entrada pela Rua Quinta do Nabo (Bairro da Linha/Curvas), Freguesia de São Sebastião.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Rua Adriano Correia de Oliveira
ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA (Rua) – Começa na Rua Fernando Lopes Graça e finda na Rua da Camarinha (Jardins do Sado/Bairro da Camarinha), Freguesia de São Sebastião
quarta-feira, 26 de março de 2014
Rua Adelino da Palma Carlos
ADELINO DA PALMA CARLOS (Rua) – Começa na Rua Dom Lourenço Dinis e finda na Rua Nove de Abril (Vila Nogueira de Azeitão), Freguesia de São Lourenço.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Rua Adelaide Cabete
ADELAIDE CABETE (Rua) – Começa na Rua Virgínia Quaresma e finda em beco (Quinta do Chão Duro – Aldeia de Irmãos/Azeitão), Freguesia de São Lourenço.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Abel Viana (Rua | Escadinhas)
quarta-feira, 5 de março de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Rua Isaías Newton
A Cruz Gaspar
Isaías Newton –
Pintor dos Séculos XIX e XX (1838-1921), discípulo de Anunciação. Cultivou a
pasiagem e a marinha. Figurou nas Exposições Trienais da Academia Real de
Belas-Artes (1856), nas Exposições da Sociedade Promotora de Belas-Artes
(1863), do Grémio Artístico (1891) e da Sociedade Nacional de Belas-Artes
(1903). Obteve a medalha de oiro na Academia e a medalha de prata na Promotora.
Está representado na Col. D. Caetano de Portugal com «Marinha», data de 1896.
in PAMPLONA, Fernando de, Dicionário de Pintores e Escultores
Vista de Lisboa - Tejo e Palácio da Ajuda
Isaías Newton
(1838-1921) é referenciado em Setúbal, em 1893, como membro do júri de exames,
presidido pelo inspector Luciano Cordeiro (1844-1900). Foi professor de desenho
na antiga escola Rainha D. Amélia, em Setúbal (hoje Escola Secundária Sebastião
da Gama). Em 1897, participou nos trabalhos decorativos do teatro setubalense
D. Amélia (com um quadro a óleo, representando a barra de Setúbal). No ano
lectivo de 1904-1905 foi o primeiro professor do pintor setubalense Fernando
Santos (1892-1965). Em Abril de 1907, assumiu a direcção daquela escola por ter
sido exonerada a seu pedido Joaquina Guerreiro. Isaías Newton, participou em
1903 numa exposição na Sociedade Nacional de Belas-Artes ao lado de outros
pintores, entre os quais, o setubalense João Vaz (1859-1931).
in MOURO, Carlos; PENA, Horácio, Para a História do Club Setubalense (1855-2010)
A orquestra tocava ao fundo do Salão, num palco cénico habilmente decorado pelo Sr. Isaías Newton”O Elmano, 9 de Fevereiro de 1898. (Por um documento intercalado nas folhas 10 e 11 do já citado livro de Actas, ficamos a saber que este trabalho decorativo de Isaías Newton, foi oferecido ao Club, como donativo para a festa de reinauguração. )
in MOURO, Carlos; PENA, Horácio, Para a História do Club Setubalense (1855-2010)
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Rua Abel Manta
ABEL MANTA (Rua) – Começa na Rua Família Bronze e finda na Rua José Dias Coelho (Vale de Choupo/Azeitão),
Abel Manta
Pintor (Gouveia 12.10.1888 - Lisboa 10.8.1982)
Formado na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, permaneceu vários anos em Paris (1919-1926) e viajou pela Europa, demorando-se longo tempo em Itália. Tem lugar de relevo entre os pintores da primeira geração do modernismo português, com obra que se define entre a natureza-morata cezanneana e a paisagem urbana impressionista e que na maturidade se enriqueceu com notáveis retratos. Sólido na sua visão de pintor independente e sem compromissos estéticos, manteve-se à margem de vanguardismos e academismos, ensinando até 1958 na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Individualmente mostrou-se apenas em duas ocasiões: em 1925, no Salão Bobone, e em 1965, na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Obteve o Prémio Silva Porto em 1942, a 1ª medalha em pintura na Escola de Belas-Artes em 1949 e o 1.º Prémio de Pintura na Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian. Está representado no Museu Nacional de Arte Moderna.
Pintor Contemporâneo (1888-1982), discípulo de Carlos Reis. De visão e processo muito originais, distinguiu-se pelo rasgo e vigor do seu estilo. Os seus retratos impõem-se pela sobriedade de meios, pela densidade expressiva e por vezes ainda pela subtileza do cromatismo. Diogo de Macedo di-lo da estirpe de Rubens, Goya, Renoir. A sua tela «Jogo das Damas» (Museu de Arte Contemporânea) caracteriza-se pela audácia e imprevisto da composição e pelo frio colorido. Também se evidencia na interpretação de paisagens e trechos citadinos, em que tudo se reduz ao essencial, e na pintura de flores e frutos. Neste último aspecto, é de referir a sua tela excelente «Uvas e Maças» (Museu de Arte Contemporânea). Executou decorações a fresco para a Casa da Moeda. Obteve em 1942 o Prémio Silva Porto, do Secretariado da Propaganda Nacional, e em 1949 a 1ª medalha em pintura na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Obteve o 1.º Prémio de Pintura na Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian. Está representado no Museu Regional José Malhoa, das Caldas da Rainha, e no Museu Regional Grão Vasco, de Viseu. Na sua última fase pouco produziu.
in
in O Grande Livro dos Portugueses
PAMPLONA, Fernando de - Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Avenida Luísa Todi
Praia das Fontainhas – Da Estrada da Graça ao Quartel de Infantaria 11, no antigo Baluarte da Conceição;
Praia da Ribeira – Do Quartel acima referido à Avenida 22 de Dezembro, onde existe, agora coberto, o Ribeiro do Livramento;
Praia do Cadoz – Da Avenida 22 de Dezembro à praça Teófilo Braga, antigo largo da Anunciada;
Praia do Seixal – Da Praça Teófilo Braga ao Largo António Joaquim Correia, antigo Largo do Marquês, mais remotamente denominado Portão de São Brás, e vulgarmente conhecido por Largo da Palmeira;
Praia da Saboaria – Do Largo António Joaquim Correia à Estrada da Rasca, junto à Quita da Saboaria. Antes, esta praia fora denominada da Carniceira;
Praia da Saúde – Da Estrada da Graça à Casa da Saúde. A actual Rua da Saúde, que começa na Rua João de Deus, junto ao local onde se localizava a Fábrica do Gaz e termina na Travessa da Casa da Saúde, teve a denominação de Praia do Sado.
Nesta avenida, sobre o antigo Ribeiro do Livramento, existiu uma ponte, reconstrução da primitiva, que na maior parte tinha sido demolida por populares, por altura das invasões Miguelistas. A construção desta ponte, denominada ponte do Livramento e também conhecida pelo nome de ponte do Carmo, foi dirigida pelo tenente-engenheiro setubalense Cláudio Lagrange Monteiro Barbuda.
Na actual Avenida Luísa Todi, existe o mercado do Livramento, na parte onde existiu o antigo baluarte do Livramento.
Antigamente o local destinado à venda de peixe era a Ribeira Velha, hoje largo Dr. Francisco Soveral. Os legumes e frutas vendiam-se num recanto da praça do Sapal, onde hoje existe o Café Central, daí que, popularmente, fosse conhecida também por praça das Couves.
O Forum Municipal Luísa Todi, na Avenida do mesmo nome, começou a ser construído em 1956 e foi inaugurado a 24 de Julho de 1960, embora, antes da sua compra pela Câmara Municipal de Setúbal em 1987, se denominasse Cine-Teatro Luísa Todi. Antes da implantação da República era denominado teatro D. Amélia.
A construção deste teatro teve início em 8 de Outubro de 1894, de acordo com o projecto do arquitecto Nicola Bigaglia e foi inaugurado a 1 de Agosto de 1897. Os painéis e algumas decorações foram obra de pintores setubalenses João Vaz, João Elói do Amaral, Francisco Augusto Flamengo e Pereira Cão, enquanto que o pano de boca, autêntica obra-prima, foi da autoria de João Vaz. Nesta avenida existe também o Hotel Esperança, além de numerosos cafés com larga história, edifício públicos, nomeadamente o do ex-Banco de Portugal, a Biblioteca Municipal, o Museu de Arqueologia e Etnografia e ainda o célebre coreto que abrilhantou o Passeio Público ao longo de parte dos séculos XIX e XX.
Fonte: Lopes, José Manuel Madureira, Setúbal à la minute.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Jaime Rebelo (1900-1975)
Jaime Rebelo (1900-1975) foi um dos libertários portugueses
que integrou movimentos anarquistas também em Espanha, nomeadamente orientados
pela Federação Anarquista Ibérica e pela Confederação Nacional do Trabalho,
união de sindicatos autónomos de ideologia anarco-sindicalista, tendo ainda
participado em milícias que combateram o franquismo em Aragão e na Catalhunha.
O seu nome baptiza uma avenida junto ao rio em Setúbal.
Submetido a tortura, Jaime Rebelo terá receado ceder e
denunciar os companheiros. “Porém, sem saber muito bem a razão, tinha levado
para a prisão, entre a planta do pé e a meia, uma lâmina de barbear escondida.
Então, entre o receio de falar e de mutilar-se, escolheu a segunda opção. Com a
lâmina cortou a língua. Desta forma já não lhe podiam arrancar nenhuma denúncia”.
O gesto, violento mesmo para as práticas da polícia política, inspirou Jaime
Cortesão à escrita do poema “Romance do Homem da Boca Fechada”, que circulou
clandestinamente nos anos 30 e foi publicado no jornal Avante! em Outubro de
1937. (consultar aqui: http://www.ges.pcp.pt/bibliopac/imgs/AVT2056.pdf - online a 27 de Novembro de 2013.)
in FREITAS, Helena de Sousa, A expressão anarquista nas paredes de Setúbal: o cavalo de batalha de Tróia, Disponível em: http://www.cies.iscte.pt/destaques/documents/CIES-WP120_Freitas_001.pdf [consultado em: 25 de Novembro de 2013]
Romance do Homem da Boca Fechada
Jaime Cortesão
- Quem é esse homem sombrio
Duro rosto, claro olhar,
Que cerra os dentes e a boca
Como quem não quer falar?
- Esse é o Jaime Rebelo,
Pescador, homem do mar,
Se quisesse abrir a boca,
Tinha muito que contar.
Ora ouvireis, camaradas,
Uma história de pasmar.
Passava já de ano e dia
E outro vinha de passar,
E o Rebelo não cansava
De dar guerra ao Salazar.
De dia tinha o mar alto,
De noite, luta bravia,
Pois só ama a Liberdade,
Quem dá guerra à tirania.
Passava já de ano e dia...
Mas um dia, por traição,
Caiu nas mãos dos esbirros
E foi levado à prisão.
Algemas de aço nos pulsos,
Vá de insultos ao entrar,
Palavra puxa palavra,
Começaram de falar
- Quanto sabes, seja a bem,
Seja a mal, hás de contá-lo,
- Não sou traidor, nem perjuro;
Sou homem de fé: não falo!
- Fala: ou terás o degredo,
Ou morte a fio de espada.
- Mais vale morrer com honra,
Do que vida deshonrada!
- A ver se falas ou não,
Quando posto na tortura.
- Que importam duros tormentos,
Quando a vontade é mais dura?!
Geme o peso atado ao potro
Já tinha o corpo a sangrar,
Já tinha os membros torcidos
E os tormentos a apertar,
Então o Jaime Rebelo,
Louco de dor, a arquejar,
Juntou as últimas forças
Para não ter que falar.
- Antes que fale emudeça! -
Pôs-se a gritar com voz rouca,
E, cerce, duma dentada,
Cortou a língua na boca.
A turba vil dos esbirros
Ficou na frente, assombrada,
Já da boca não saia
Mais que espuma ensanguentada!
Salazar, cuidas que o Povo
Te suporta, quando cala?
Ninguém te condena mais
Que aquela boca sem fala!
Fantasma da sua dor,
Ainda hoje custa a vê-lo;
A angústia daquelas horas
Não deixa o Jaime Rebelo.
Pescador que se fez homem
Ao vento livre do Mar,
Traz sempre aquela visão
Na sombra dura do olhar,
Sempre de boca apertada,
Como quem não quer falar.
Fotografias:

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