.

.
Mostrar mensagens com a etiqueta Generalidades: Indústria Conserveira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Generalidades: Indústria Conserveira. Mostrar todas as mensagens

sábado, 4 de janeiro de 2014

Recepção do Peixe

Esta fotografia da autoria de Baptista, de 1940, pertence ao espólio da empresa Palácio do Oriente, marca da Conserveira Antonio Alonso & Hijos que operava em Setúbal e que retrata a recepção e controlo do peixe.

Informação: De acordo com inúmeras informações que nos chegaram, informamos que a datação desta fotografia não foi feita pelo Setúbal Digital. Do que consigamos apurar esta fotografia, damos a conhecer aos nossos leitores:

Local: Doca de Setúbal
Data: Não é de 1940. Neste aspecto existem inúmeras versões como: anos 60 ou 1972 (por causa da matricula da viatura).
Origem do peixe: Barco Japonês.

Agradecemos a todos os que nos ajudaram a clarificar esta situação. A Setúbal Digital irá enviar uma informação à Palácio do Oriente com todas estas informações.

Fonte: Palácio do Oriente

domingo, 8 de dezembro de 2013

História da Família Alonso



A fábrica de conservas, sita na Rua Almeida Garrett, que ficou, popularmente conhecida, como a dos "Espanhóis do Bonfim" e foi criada pela família Alonso que tinha outras unidades fabris na Galiza. Na década de 20 do século passado, esta empresa deslocalizou parte da sua produção para a cidade de Setúbal. 
Fonte: http://www.palaciodeoriente.es/

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Do ensaio do poder à guerra social permanente e de alta intensidade: Setúbal republicana: a greve geral da indústria conserveira de 1922

ALHO, Albérico A. C. - Do ensaio do poder à guerra social permanente e de alta intensidade: Setúbal republicana: a greve geral da indústria conserveira de 1922. In ENCONTROS DE ESTUDOS LOCAIS DO DISTRITO DE SETÚBAL, 2, Setúbal, 2010 - Estudos locais do distrito de Setúbal: [atas]. Setúbal: IPS-ESE, 2011. ISBN 978-972-8507-21-3. p. 225-240.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Greve de 1911

Enquadra-se nestas circunstâncias a paralisação dos moços e das operárias conserveiras em Fevereiro e Março de 1911, que suscitou a solidariedade dos sapateiros, pedreiros, corticeiros e carregadores, nomeadamente de outras localidades da Margem Sul e de Lisboa, e que seria uma das mais emblemáticas greves realizadas em Setúbal, ainda que pelos piores motivos, pois o derramamento de sangue a que deu lugar decretou “o divórcio entre o operariado e os republicanos” (Arranja, 2009:9).

A designada “greve de Setúbal”, iniciada no final de Fevereiro pelas mulheres empregadas nas fábricas de conservas, que ganhavam 40 réis por hora durante o dia e 50 por hora durante a noite e pretendiam passar a auferir 50 réis independentemente de se tratar de trabalho diurno ou nocturno, estendeu-se até 13 de Março, envolta em polémica e tendo um desfecho trágico.

Logo nos primeiros dias da paralisação, um incidente ficaria registado: o poeta e republicano Paulino de Oliveira – figura ilustre da cidade que, à semelhança da mulher, a escritora e activista feminista Ana de Castro Osório, publicamente se expressava a favor das classes operárias e da igualdade do género – tentou minorar o impacto da greve que afectava a conserveira propriedade da sua irmã, dirigindo-se à fábrica para tomar o lugar das funcionárias. Estas vaiaram-no e terão, alegadamente, procurado agredir as mulheres que o acompanhavam, ao que Paulino de Oliveira ripostou com chicotadas sobre as grevistas. A contradição entre o pensamento e os actos do poeta foi justificada pelo próprio e pela sua esposa como “uma agressão a mulheres em defesa de outras mulheres”, mas terá lesado a imagem pública do casal.

Mas um episódio bem mais grave estava a dias de ocorrer. A 13 de Março, e uma vez mais pretendendo os industriais de duas conserveiras contornar os efeitos da paralisação, verificaram-se confrontos entre as largas centenas de grevistas que se aglomeravam na Avenida Luísa Todi e agentes da Guarda Republicana que escoltavam os patrões (Arranja, 2011), daí resultando a morte dos operários conserveiros Maria Torres e António Mendes. Tingia-se assim de vermelho a aurora da República, implantada havia apenas cinco meses.

in FREITAS, Helena de Sousa, A expressão anarquista nas paredes de Setúbal: o cavalo de batalha de Tróia, Disponível em: http://www.cies.iscte.pt/destaques/documents/CIES-WP120_Freitas_001.pdf [consultado em: 26 de Novembro de 2013]

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Soldadores

"Cientes da precariedade da sua condição mas também da mais-valia que constituía a especialização, já em 1897, os soldadores dispunham de um sindicato, o que ajudaria à consolidação da sua imagem de "'aristocracia' coesa e militante", evidentemente nada simpática aos olhos do patronato, que entre 1905-1911, reduziu de 64,2% para 50% o peso dos soldadores no total dos operários masculinos a laborar nas conserveiras".

in FREITAS, Helena de Sousa, A expressão anarquista nas paredes de Setúbal: o cavalo de batalha de Tróia, Disponível em: http://www.cies.iscte.pt/destaques/documents/CIES-WP120_Freitas_001.pdf [consultado em: 26 de Novembro de 2013]